Este sou Eu...

Este sou Eu...
Clarice Lispector descreveu em seu livro "Sopro de Vida" o que melhor define o meu EU...

12.12.11

De Corpo inteiro ENTREVISTAS; baseado no Livro de Entrevistas de Clarice Lispector...

Baseado no Livro de Entrevistas
de
Clarice Lispector




De Corpo Inteiro Entrevistas
Documentário, 66 ' cor e PB

O filme trata-se de um documentário com pitadas de ficção, onde a personagem principal é Clarice Lispector, em encontros com as mais variadas personalidades. Clarice sem recorrer a nenhum tratado de comunicação, dá uma aula de interação jornalística ao mergulhar poeticamente no mundo de pessoas, entre elas um cantor, um psicanalista, um escritor, uma pintora e outros.

"Há mil Rubens dentro de Rubem Braga, é claro, assim como há mil 'clarices' em mim. E tanta coisa eu desconheço em Rubem que era melhor entrevistá-lo de vez. Pelo menos tentarei atenuar o seu mistério."

O filme De Corpo Inteiro Entrevistas tem 66 minutos e é para o mercado de DVD e TV. O espectador será apresentado às histórias de vida de celebridades vivas e falecidas, sob a ótica peculiar de Clarice Lispector. Os entrevistados serão homenageados através de entrevistas dramatizadas e da costura com imagens de arquivo.

FICHA TÉCNICA

Adaptação do livro De Corpo Inteiro de Clarice Lispector

Roteiro, Produção e Direção
Nicole Algranti

Estrelando
Aracy Balabanian

Música tema
Que o D'us Venha de Roberto Frejat e Cazuza e Clarice Lispector
Intérprete: Adriana Calcanhotto

Pela Ordem do Roteiro / Entrada do Elenco:
Beth Goulart com Nelson Rodrigues por Jofre Rodrigues
Louise Cardoso com Fernando Sabino por Fernando Eiras
Claudiana Cotrim com Rubem Braga por Franco Almada
Letícia Spiller com Carybé por Paulo Vespúcio
Letícia Spiller com Jorge Amado por Jayme Cunha e Zélia Gattai por Lucy Kalil
Dora Pellegrino com Djanira por Giovanna De Toni
Silvia Buarque com Hélio Pellegrino por Chico Diaz
Dora Pellegrino com Carlinhos Oliveira por PauloTiefenthaler
Rita Elmor com João Saldanha por Karan Machado
Entrevistas: Fereira Gullar, Tônia Carrero, Maria Bonomi, Nélida Pinõn, Oscar Niemeyer e Elke Maravilha.

Apresentando os Jornalistas Arnaldo Bloch, Deolinda Vilhena e Tânia Bernucci
Direção, Roteiro e Produção: Nicole Algranti
Fotografia: Luiz Carlos Saldanha
Trilha: Roberto Frejat
Direção de Produção: Chico Serra
Direção de Arte e Figurino: Débora Mazloun
Assistente de Direção: Joana Antonaccio
Montagem: Maria Elisa Freire, Diego Marinho e Nicole Algranti
Som Direto: Bruno Espírito Santo
Edição/Mixagem: Vânius Marques
Produção/gravação Que O D'us Venha: Dé Palmeira
Gravação e Mixagem Que O D'us Venha: Fabiano França
Produção Adriana Calcanhotto: Suely Aguiar

Música - Que o D'us Venha: "Warner Chappell"
de Roberto Frejat e Cazuza, letra de Clarice Lispector

Projeto Gráfico: Verônica Dorey
Maquiagem:
Ivete Dibo
Still: Tabocca
Assistente de Montagem: Diego Marinho
Assistente de Maquiagem: Ignes Cunha
Assistente Direção: Marcelo Ferrarine em cena com Aracy Balabanian
Assistente de Direção: Renata Ferraz em cena com Dora Pellegrino / Carlinhos Oliveira
Assistente de Câmera: Antônio Sobral
Elétrica: Edinho Alves
Estagiário de Elétrica: Cláudio Alves
Assistente figurino: Camila Santo
Estagiário de Direção: Renato Dias
Assistente de Produção: Alexandre Darshan
Administrativo: Lílian Fátima de Oliveira
Tradução: Silvia Droge e Camila Santo
Criação de Site: GOFFdesign
Agenciamento: Ana Paula Bastos
Divulgação: Tabocca e Palavra Assessoria em Comunicação
Making of PB: Gleyser Azevedo

Segunda Unidade Nordeste:
Produção: Lis Paim
Câmera e Fotografia: Antônio Sobral
Assistente de Produção: Danutta Rodrigues
Eletricista: Adilson Ratão
Técnico de Som: Napoleão Cunha
Assistente de som: Microfonista Hilário Passos
Produção de Elenco: Elson Rosário
Assistente de Direção: Rubem Gandres
Maquiagem: Ignes Cunha
Motoristas: Josyane Magna, Elenildo Carneiro e Lázaro
Segurança: Alex Nunes
Figuração: Virgínia Gandres e Andréias Guedes, Gleyser Azevedo

http://www.tabocafilmes.com.br/

6.12.11

The Love Of Siam – O Amor de Sião


“Quando você está apaixonado, sempre haverá esperança”.

  

" Para todos os tipos de Amor que a Vida nos dá ".

Ficha Técnica:
Diretor: Chookiat Sakveerakul
Gêmero: Drama/Romance
Idioma: Tailandês
Elenco: Sinjai Plengpanit, Songsit Roongnophakunsri , Pimpan Buranapim, Laila Boonyasak, Jirayu La-ongmanee, Artit Niyomkul, Kanya Rattapetch, Aticha Pongsilpipat, Mario Maurer, Witwisit Hiranyawongkul, Pongnarin Ulice, Jarunee Boonsake, Nattapong Arunnate, Taveesak Pehtpraneenukul, Atirat Praseartburanaku…
Ano: 2007

Sinopse
O filme conta a história de um drama romântico entre adolescentes. Dois garotos são os melhores amigos e vivem sem surpresas o dia-a-dia em Bangkok. A rotina de tranquilidade é interrompida quando a irmã mais velha de um deles desaparece durante uma viagem. A família, abalada pela tragédia, se muda e separa os amigos. Anos depois, agora já pós-adolescentes, os dois se reencontram. Um deles tornou-se o líder de uma boyband chamada ‘August’ aspirante ao sucesso, cuja agente possui incrível semelhança com a tal irmã desaparecida. Com esse pano de fundo, os dois amigos vão se descobrindo e decidem enfrentar as famílias e suas vidas em sociedade para assumir os sentimentos, antes confusos e misturados, que nutrem um pelo outro.
Há duas versões para esse filme. Uma de 150 minutos e outra de 178 minutos, a versão do Diretor, sem cortes. Eu assisti à última. Duas horas e cinquenta minutos de pura arte.
Sinceramente, um dos filmes mais bonitos que já vi. É puro, simples, delicado e profundo ao mesmo tempo. Além disso, é embalado por lindas músicas, compostas algumas pelos próprios atores. Muito envolvente, há cenas sem nenhum diálogo que simplesmente te deixam jorrando lágrimas. Não, não estou brincando. Chorei muito mesmo depois de o filme ter acabado. Até a música dos créditos te dá um aperto no coração.
O filme mostra vários ângulos do sentimento “amor”. Vários, em cada pedacinho de cena, em cada nuance. É cheio de mistérios que não são resolvidos – talvez de propósito, talvez não. É daquele tipo que te faz parar para pensar em muita coisa. Reflexivo. Um dos destaques vai para o drama da família e, principalmente, do pai de Tong. Atuação quase perfeita.
Cheguei a duvidar do talento do Mario Maurer. Ele é um dos protagonistas, faz o papel do Tong. E me surpreendeu bastante. No começo meio tímido e sem graça, mas à medida que ele e seu personagem vão crescendo as coisas melhoram. Quem me surpreendeu mais ainda foi o ator Witwisit Hiranyawongkul, que faz o Mew, o outro garoto da trama “principal” – entre aspas, pois o filme tem tanta coisa que poderia ser considerada principal que eu não sei se o romance entre os dois garotos é realmente o ponto central da trama, ou o que o diretor quis passar como central. Enfim, muito bom ator e bom cantor. As músicas com o vocal dele ficaram lindas.
Dizem que, ao promover o filme, o diretor “omitiu” o fato de haver um romance gay. Tanto que no cartaz de divulgação original não havia nenhuma implicação desse tipo, o que gerou muito mais expectativas e atraiu muito mais público ao cinema. A aceitação foi boa porque, como disse, há tantos dramas que às vezes o romance fica meio “apagado”. Mas não apagado para o filme em si, pois se encaixou muito bem, diga-se de passagem.
De todo modo, super recomendado se você gosta de um bom drama. E dos fortes.
O romance é muito suave e, na versão com cortes, ele mal aparece como devia. Confesso que virei fã absoluta.


Algumas curiosidades:
O título do filme é uma alusão à praça/galeria/shopping/algo do tipo onde os garotos, já adolescentes, se reencontram, a Siam Center. Também é o lugar onde a maioria das cenas termina e começa, onde os pontos centrais da trama dos dois são abertos e fechados, se repararem bem.
A banda de Mew, a August Band, realmente existiu. Os atores, na época garotos (2007), gravaram um album com dois cds contendo as canções do filme cantadas e orquestradas por eles mesmos. O nome ninguém realmente sabe o porquê, mas há especulações de que agosto foi o mês em que Tong e a família se mudaram para longe de Mew e quando ele passou a compor e a levar a música mais a sério.

“Quando você está apaixonado, sempre haverá esperança”.

Para todos os tipos de Amor que a Vida nos dá.

Escrito em 18-02-2010.
 www.marcadocomletras.com/2011/04/review-love-of-siam.html  em 06/12/2011

Quanto Vale ou é por Quilo


“Quanto vale ou é por quilo?” de Sérgio Bianchi

Lançamento: 2005 (Brasil)
Direção: Sérgio Bianchi
Atores: Hérson  Capri, Caco Ciocler, Lázaro Ramos, Ana Carbatti, Cláudia Mello, Myriam Pires, Leona Cavalli...
Duração: 104 min
Gênero: Drama

Sinopse
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

Crítica
Seguindo a linha de "Cronicamente Inviável" (2000), Sérgio Bianchi desenvolve em "Quanto vale ou é por quilo?" uma crítica ácida e contundente, que traz à tona elementos cruciais da sociedade brasileira, revelando princípios e contradições implícitos nas mais diversas práticas cotidianas. Desta vez o grande alvo são as organizações do “terceiro setor”.
Através de uma analogia com a sociedade escravista do século XVIII, fundamentada no conto "Pai contra Mãe", de Machado de Assis, e em documentos do Arquivo Nacional, Bianchi questiona os valores, apresentados nos clichês do marketing social, buscando revelar a lógica essencialmente mercadológica da atuação de entidades assistencialistas que, a partir da bandeira da solidariedade e da responsabilidade social, constituem um modismo extremamente funcional ao circuito de acumulação capitalista.
Esse tema é abordado na obra através da atuação da Stiner Empreendimentos Assistenciais, dirigida por Marco Aurélio (Hérson Capri) e Ricardo Pedrosa (Caco Ciocler). Trata-se de uma empresa especializada em investimentos sociais que, entre outros, desenvolve um projeto de “Inclusão Digital” em regiões periféricas. No decorrer da trama fica evidente que concorrência na captação de recursos impõe às organizações assistenciais uma prática cada vez mais pragmática que, longe de se contrapor, reforça os princípios excludentes do mercado. No cenário construído por Bianchi, o desdobramento da atuação da Stiner é a formação de um esquema de superfaturamento na compra de computadores que atenderiam determinada comunidade carente. Neste momento, destaca-se Arminda, que decide denunciar os desvios de verbas públicas da empresa.
No conto "Pai contra Mãe", de Machado de Assis, uma escrava grávida fugitiva é capturada pelo capitão do mato Candinho, que recebe uma recompensa que o possibilita criar seu filho com “dignidade e liberdade”. Já na adaptação realizada por Bianchi, Candinho é um jovem recém-casado – cuja mulher está grávida – que, devido ao fato de estar desempregado, se coloca na condição de matador de aluguel. Entre as suas tarefas está uma colocada por Ricardo Pedrosa: matar Arminda, que começa a ameaçar com suas denúncias. A partir desta situação são apresentadas duas possibilidades de desfecho. Na primeira, Candinho mata Arminda e recebe a recompensa para criar seu filho com “dignidade e liberdade”, assim como no conto de Machado de Assis. Na segunda, Arminda convence Candinho a conseguir dinheiro de outra forma: se voltando contra os próprios líderes da Stiner e fazendo justiça contra os “ladrões de dinheiro público”.
A análise de "Quanto vale ou é por quilo?" pode parecer, à primeira vista, algo em grande medida desnecessário, já que se trata de um filme bastante direto e claro com relação aos seus propósitos. Porém, a partir da crítica ferrenha apresentada pelo roteiro do filme, pode-se abstrair elementos subjacentes ao “terceiro setor”, que vão muito além dos elementos explicitados na trama.
Apesar de não fazer referência a esta problemática, o filme possibilita o questionamento do próprio termo “terceiro setor”. Como identificar como um setor à parte um conjunto de organizações que não tem autonomia alguma em relação ao mercado e ao Estado, pois funcionam dentro dos limites do primeiro e dependem essencialmente de financiamentos do segundo?
Além disso, a crítica aos projetos sociais desenvolvidos por ONGs e empresas socialmente responsáveis pode ir muito além da afirmação da possibilidade de existência de corrupção no seu interior. A eficácia quase nula de um projeto de “inclusão digital” em favelas sem condições básicas de infraestrutura revela limites cruciais das organizações do “terceiro setor”. Ações focalizadas, direcionadas a “clientelas” específicas, possuem efeito bastante restrito em uma sociedade de desigualdades tão profundas como a nossa. Além disso, constituem fatores de grande funcionalidade à desresponsabilização do Estado frente à questão social, em tempos de ascensão do neoliberalismo. Gradativamente, a noção de indivíduo portador de direitos universais dá lugar à ideia de cliente receptor/consumidor de serviços sociais, plenamente de acordo com os moldes e imperativos do mercado. Nesse sentido, a analogia, estabelecida por Bianchi, com o período da escravidão tem o objetivo de mostrar que valores como dignidade, solidariedade e justiça social podem variar e ser facilmente apropriados em função do lucro.
Por isso, pode-se dizer que, apesar do risco de cair em anacronismos ao comparar épocas tão distintas, a proposta de Bianchi tem a positividade de estimular e instigar a reflexão acerca de um fenômeno tratado comumente de forma exaltativa e acrítica em nossa sociedade, como é o caso do “terceiro setor”. Ao que parece, Bianchi busca, através de situações extremas, chocar e constranger o expectador, mostrando contextos em que a solidariedade vira moeda de troca, esvaziando-se e se transformando em engrenagem de reprodução dos interesses dominantes.

Marcilio Rodrigues Lucas
Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Uberlândia
Estudante de História da Universidade Federal de Uberlândia (8º período em 2006)
www.telacritica.org/QuantoVale_revista03.htm  em 06/12/2011

30.11.11

Violência Escolar - Parte 1


Violência

"Valores como solidariedade, humildade, companheirismo, respeito, tolerância são pouco estimulados nas práticas de convivência social, quer seja na família, na escola, no trabalho ou em locais de lazer. A inexistência dessas práticas dão lugar ao individualismo, à lei do mais forte, à necessidade de se levar vantagem em tudo, e daí a brutalidade e a intolerância".
(MONTEIRO,2003)

Violência Escolar - Parte 2


Violência

...uso da força física e do constrangimento psíquico para obrigar alguém a agir de modo contrário à sua natureza e ao seu ser. A violência é violação da integridade física e psíquica, da dignidade humana de alguém...
(CHAUÍ, 2002, p. 163).

Violência Escolar - Parte 3


Violência Escolar

Definir violência escolar não é tarefa fácil, pois o que geralmente se entende por violência depende de aspectos sociais, culturais, históricos e individuais. Segundo Souza (2004) a violência deve ser vista como uma “realidade histórica, ... forjada no ventre da civilização, ... como realidade nossa.”
 A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, e, se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo, incorpora tanto a perspectiva mais explicita da violência, como agressão entre indivíduos, quanto a violência simbólica que ocorre por meio das regras, normas e hábitos culturais de uma sociedade desigual. No ambiente escolar ela manifesta de diversas formas, como por exemplo, através da indisciplina, incivilidade e do bullying.

14.11.11

JOVEM PONTE... Projeto Sonho Brasileiro

osonhobrasileiro.com.br

Um estudo sobre o Brasil e o futuro a partir da perspectiva do jovem de 18 a 24 anos.

SONHAR
É ACREDITAR-SE PARA DENTRO.
(Mário Quintana)