Este sou Eu...

Este sou Eu...
Clarice Lispector descreveu em seu livro "Sopro de Vida" o que melhor define o meu EU...

31.10.11

RESPEITO À HOMOSSEXUALIDADE...


Avesso
(Jorge Vercilo)
Nós já temos encontro marcado
Eu só não sei quando
Se daqui a dois dias
Se daqui a mil anos
Com dois canos pra mim apontados
Ousaria te olhar, ousaria te ver
Num insuspeitavel bar, pra decência não nos ver
Perigoso é te amar, doloroso querer
Somos homens pra saber o que é melhor pra nós
O desejo a nos punir, só porque somos iguais
A Idade Média é aqui
Mesmo que me arranquem o sexo, minha honra, meu prazer
Te amar eu ousaria
E você, o que fará se esse orgulho nos perder?

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar

O que eu sinto, meu Deus, é tão forte!
Até pode matar
O teu pai já me jurou de morte
por eu te desviar
Se os boatos criarem raízes
Ousarias me olhar, ousarias me ver
Dois meninos num vagão e o mistério do prazer
Perigoso é me amar, obscuro querer
Somos grandes para entender, mas pequenos para opinar
Se eles vão nos receber é mais fácil condenar
ou noivados pra fingir
Mesmo que chegue o momento que eu não esteja mais aqui
E meus ossos virem adubo
Você pode me encontrar no avesso de uma dor

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar

PRoBaBiLiDaDe ...



Razão ou indício que faz supor a verdade
ou possibilidade de um fato.

Homossexualidade... entenda melhor...


 


“A homossexualidade é muito mais do que a orientação sexual por pessoas do mesmo sexo, ela é uma expressão natural da sexualidade humana e, por isso, envolve também afetividade e relacionamentos. Não apenas sexo com o mesmo sexo.”
(Fabrício Viana)

HOMOSSEXUALDIDADE – CONSIDERAÇÕES
Originariamente, o termo homossexualidade apareceu pela primeira vez em um panfleto alemão de autoria anônima, publicado em 1869, o qual se opunha a uma lei prussiana de anti-sodomia. No mesmo ano, o termo homossexualidade foi utilizado por um médico húngaro que defendia sua legalização. Este termo detinha uma conotação científica que permitia se falar do fenômeno de maneira objetiva e sem um julgamento negativo. Para elencar os homossexuais dentro da legalidade, sem juízos de valor, criou-se não apenas o termo homossexualidade, mas também definiu-se a heterossexualidade. Na última década do século XIX, o termo homossexualidade apareceu pela primeira vez na língua inglesa, num trabalho do tradutor Charles Gilbert Chaddock e, desde então, tem sido amplamente utilizado na literatura contemporânea versando sobre o tema.
Criaram-se, em seguida, outros termos para se discutir a homossexualidade. Em primeiro lugar a homossexualidade foi definida como preferência sexual a fim de rebater a psiquiatria tradicional que a considerava como uma perversão, ou, genericamente falando, um “desvio”. Quando os militantes homossexuais tentaram provar a natureza genética de seu comportamento, passaram a falar em orientação sexual. Também se utilizou outro termo como “modo de vida alternativo”.
Hoje, o termo “orientação sexual” determina vários significados diferentes e, segundo os estudiosos que detém uma visão positiva sobre o termo, existem três orientações sexuais, todas as três normais, naturais e fixas em adultos (isto é, imutáveis):
- heterossexual – o indivíduo que se sente sexualmente atraído por pessoas do sexo oposto;
- homossexual – o indivíduo que se sente sexualmente atraído por pessoas do mesmo sexo;
- bissexual – o indivíduo que se sente atraído tanto por pessoas de ambos os sexos, não necessariamente no mesmo grau de intensidade.


CONCEITO DE HOMOSSEXUALIDADE
A homossexualidade é definida como a preferência sexual por indivíduos do mesmo sexo. Este conceito é um tanto vago, já que o termo “preferência” pode conotar a tendência a escolher, optar, e hoje se reconhece que a homossexualidade não é mais vista como opção, mas como uma orientação sexual normal e definida na infância e, conforme estudos mais hipotéticos, até mesmo genética.
Muitas pessoas têm a ideia pré-concebida de que a humanidade toda é heterossexual e que uma minoria de indivíduos encontra-se "viciada" num comportamento homossexual. Assim, acreditam que a homossexualidade é, simplesmente, um comportamento anticonvencional que muitas pessoas escolhem externar. Outros indivíduos acreditam que a homossexualidade é uma das três orientações sexuais normais, ou seja, o indivíduo simplesmente é, não opta.
Como o grupo heterossexual é majoritário e elaborador das leis de comportamento aprovado e reprovado, o subgrupo homossexual tende a ser considerado como exogrupo e, muitas vezes ao longo da história da humanidade, como exogrupo "bode expiatório" que vai pagar pelos "pecados" da sexualidade como um todo.
A sexualidade humana é um fenômeno complexo. Entre a atração forte e exclusiva de um homem por uma mulher, de um homem por outro homem, ou de uma mulher por outra mulher, existe uma infinidade de sensações sexuais e emocionais: o desejo, a excitação ou mesmo a frieza em qualquer relacionamento humano depende dos indivíduos inseridos em determinada situação, e não em quaisquer das especificações arbitrárias que poderiam ser impostas através de sociedade, tais como os rótulos que tentam definir se o indivíduo é heterossexual ou homossexual. Assim, um bebê do sexo masculino não deve ser rotulado como heterossexual apenas porque nasceu com esta definição sexual, mas sim estar livre para que sua orientação sexual se desenvolva sem os freios da sociedade.
Alguns homens desejam fazer sexo com outros homens e este desejo é algo permanente em suas vidas. Alguns são meramente curiosos a respeito de corpos masculinos, e podem experimentar, em algum momento de suas vidas, um contato mais íntimo. Outros se sentem, igualmente, atraídos por homens e mulheres. Para alguns, o prazer encontra-se simplesmente em admirar os corpos de outros homens sem desejar o contato sexual. Há aqueles que preferem a companhia de outros homens para o lazer, e muitos trabalham num ambiente completamente masculino. Mulheres também sentem e vivem todas estas situações com outras mulheres. Estas permutações infinitas e a confusão que resultam delas nem sempre são absorvidas pela sociedade em que vivemos, a qual há necessidade de ordem para funcionar. E esta ordem, para os extremistas, significa deixar de lado o incerto e procurar distinguir apenas o preto e o branco. Significa "rotular", etiquetar as coisas. E desta forma surgem as minorias, os excluídos, aqueles que não merecem nada mais do que um olhar de reprovação ou mesmo desprezo.


HOMOSSEXUALIDADE – UM ENTENDIMENTO
Até o início dos anos 70, a grande maioria dos psiquiatras estava ainda convencida de que a homossexualidade era uma doença mental. Alguns acreditavam que ela poderia ter causas físicas, como é o caso de inúmeras doenças mentais. Mas a maioria acreditava que sua origem estava, geralmente, num desvio da orientação sexual provocada por uma perturbação do desenvolvimento psico-sexual. Os psicanalistas, mais precisamente, sempre admitiam que a homossexualidade estava ligada à uma carência no processo de identificação durante a infância. Em outras palavras, o adulto homossexual teria sido uma criança que não conseguiu encontrar sua autonomia e definir sua identidade sexual em relação aos pais.
Os homossexuais acusavam a Psiquiatria de ser um instrumento da opressão da qual eram vítimas, declarando serem os psiquiatras seus inimigos mais perigosos na sociedade contemporânea, proclamando ideias preconceituosas e repressivas, uma acusação que teve grande repercussão.
Em 1973, grande pressão é feita pelos homossexuais sobre a Associação Americana de Psiquiatria para que ela suprimisse a homossexualidade do rol de doenças mentais, propondo chamá-la, a partir de então, de “uma forma natural de desenvolvimento sexual”. A entidade, diante de tanta repercussão negativa, acabou reconhecendo o erro de catalogar a homossexualidade como doença e removeu-a de seu Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Psiquiátricas. A Associação Americana de Psicologia, por sua vez, terminou por declarar que a homossexualidade não era uma patologia em 1975.
Finalmente, em 1° de janeiro de 1993, a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) retirou a homossexualidade de sua lista de doenças mentais, uma grande vitória contra as ideias pré-concebidas, mas não propriamente contra o preconceito, que existe em função da crença que os homossexuais detêm uma opção de escolha e que só é homossexual quem quer. A decisão se baseou, principalmente, no fato de que não foi provada qualquer diferença existente entre a saúde mental de um indivíduo heterossexual e a saúde mental de um homossexual. Porém, ainda prevalece o estigma social que liga a homossexualidade à doença. O que falta, neste sentido, é um pouco mais de informação por parte da pessoa que pensa desta forma.
Várias tentativas foram feitas neste século no sentido de "explicar" a homossexualidade, e até mesmo "curá-la". Mas a pergunta realmente não é por que algumas pessoas são homossexuais, mas por que nossa sociedade se considera heterossexual. Pessoas nascidas em uma sociedade homossexual geralmente obedecem às mesmas leis e preceitos que seguem pessoas nascidas em uma sociedade heterossexual. A maioria das pessoas se sente confortável com as condições que a sociedade impõe. Mas há aqueles que se sentem oprimidos e vivem uma experiência de vida completamente "anti-natural". Assim, o problema não está nestas pessoas, mas nas restrições impiedosas que a sociedade impõe e que deveriam ser consideradas como atentatórias à natureza humana.


ESTUDOS SOBRE A ORIENTAÇÃO SEXUAL
Existem dois entendimentos sobre a Orientação Sexual humana, ambas distintas:
A primeira e aceita, principalmente, pelos extremistas religiosos, afirma que a orientação é uma decisão tomada pelo indivíduo durante a puberdade e que pode ser mudada a qualquer tempo através de oração e aconselhamento. Segundo eles o comportamento homossexual é passível de se tornar um vício e abandoná-lo, muitas vezes, torna-se muito difícil.
Esta noção é falha, pois se existem inúmeros homossexuais que não aceitam sua orientação por terem incutido dentro de si o medo de um castigo divino e sofrendo por causa desta condição, seria um absurdo dizer que permanecem neste estado de sofrimento por mera opção. A partir do momento em que o indivíduo se aceita e percebe que a homossexualidade faz parte de sua natureza, este sofrimento íntimo acaba. O que não acaba é a dor da rejeição que ocorre muitas vezes, mas então não se torna mais um problema de auto-aceitação, mas um problema externo, com as pessoas à sua volta.
A segunda noção diz que a orientação é fixada já no início da vida, pelo menos até que a criança atinja a idade escolar. Em muitos casos, acontece antes do nascimento, talvez mesmo na concepção. Para os que seguem esta noção, a orientação sexual está fora do controle da pessoa ou da educação dos pais.
Muitos que acreditam ser a orientação sexual definida por mera escolha pessoal, afirmam que a homossexualidade é uma doença, igual ao alcoolismo. Mas isto parece muito improvável, pois a homossexualidade existe sem uma causa externa e sem motivação dada por outras pessoas. Também alegam que se trata de um comportamento negativo considerado como pecado. No meu entendimento de pecado, acredito que este se configura sempre que cometemos um ato que ofende o próximo e, por conseguinte, a Deus. Se um indivíduo é homossexual como pode estar prejudicando seu próximo? O fato de alguém ser homossexual não pode me prejudicar a não ser que eu tenha um tipo de neurose mal resolvida e veja pecado em todas as direções que volte meu olhar. Ser homossexual é uma questão que diz respeito ao próprio indivíduo e não aos outros.
Acredito que se a homossexualidade fosse uma questão de escolha pessoal, os indivíduos dentro desta orientação devem ser igualmente masoquistas por escolherem um modo de vida que os expõe diante de tanta hostilidade, discriminação, perda e sofrimento.
Ninguém “opta” ou “escolhe ser rejeitado, discriminado e tratado com desprezo”.
Como os heterossexuais, os homossexuais "percebem" sua sexualidade como um processo de amadurecimento pessoal, não sendo "levados" a isso ou sequer "optando" pela orientação sexual que aflora de seu íntimo. A única escolha presente na vida dos homossexuais está em viver ou não suas vidas de forma transparente ou aceitar os padrões rígidos exigidos pela sociedade que os obriga a uma vida oculta.
Muitas pessoas relatam sua árdua tentativa de modificar a orientação sexual de homossexual para heterossexual, sem sucesso. Por estas razões, psicólogos não consideram a orientação sexual como sendo uma escolha consciente que possa ser modificada voluntariamente.
Considerando que a homossexualidade não é uma doença ou desordem mental e psicológica, não pode ser "curada", justamente pela ausência de fator patológico, porém ainda existem pessoas que acreditam que a medicina pode "libertar" homossexuais de seus desejos. O que se evidencia, pelo contrário, são relatos de homossexuais que se diziam "curados", mas que acabavam "recaindo no vício" (termo utilizado pelos extremistas religiosos) homossexual. Não se trata de cura, mas de uma forma de abafar uma realidade inegável e incontestável: homossexualidade é orientação. Não é opção nem doença. Há relatos de grupos médicos que tentam modificar a orientação sexual das pessoas através de terapia, mas ao invés de ajudarem, correm o risco de causar sérios danos psíquicos nestes indivíduos, incutindo-lhes culpas e desajustes. O que este indivíduo necessita é de amparo, aconselhamento positivo, e não a negação de seu ser.
Modificar a orientação sexual de um indivíduo não quer dizer apenas modificar seu comportamento sexual. Para tal, seria necessário alterar os sentimentos e emoções da pessoa, sejam românticos ou sexuais, e, reestruturar o seu conceito próprio como pessoa e sua identidade social.



Diversidade Cultural Brasileira...


 A PLURALIDADE CULTURAL DO BRASIL

A cultura de um povo é formada por vários elementos, como crenças, ideias, mitos, valores, danças, festas populares, alimentação, modo de se vestir, entre outros fatores. É uma característica muito importante de uma comunidade, pois a cultura é transmitida de geração em geração e demonstra aspectos locais de uma população.

O Brasil, por conter uma grande dimensão territorial e uma população numerosa e miscigenada, com grande quantidade de descendentes de europeus, africanos, asiáticos e índios, apresenta uma vasta diversidade cultural no seu povo.
 

INCLASSIFICÁVEIS
Composição: Arnaldo Antunes


que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

que preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs

somos o que somos
inclassificáveis

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.

somos o que somos
inclassificáveis

que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,

não há sol a sós

egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol


Diversidade Mundial - World's Diversity - La Diversidad del Mundo



DIA MUNDIAL DA DIVERSIDADE CULTURAL PARA O DIÁLOGO E DESENVOLVIMENTO
Este dia, 21 de Maio, vem assinalar a aprovação da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural que ocorreu em 2001.
Esta declaração eleva a diversidade cultural à categoria de “património comum da humanidade”, “tão necessária para a humanidade como a biodiversidade biológica para os organismos vivos” e cuja defesa é um imperativo ético indissociável do respeito à dignidade individual.
A Declaração, acompanhada das linhas gerais de um plano de acção, pode tornar-se uma formidável ferramenta de desenvolvimento.
Estas linhas constituem-se em orientações gerais que os Estados Membros, em colaboração com o sector privado e a sociedade civil (que somos todos nós), devem traduzir em políticas inovadoras.

Fazei irmãos.
Fazei discípulos meus, não mestres;
fazei pessoas, não escravos;
fazei caminhantes, não gente instalada,
fazer servidores, não chefes.
Fazei irmãos.
Fazei buscadores da verdade, não senhores de certezas,
fazei poetas, não pragmáticos.
Fazei pessoas que arrisquem, não espectadores.
Fazei irmãos.
Fazei profetas, não cortesãos,
fazei gente inquieta, não satisfeita;
fazei pessoas livres, não escravos da lei;
fazei gente evangélica, não agoureira.
Fazei irmãos.
Fazei artistas, não soldados,
fazei testemunhas, não inquisidores.
Fazei amigos de caminho.
Fazei irmãos.
Fazei pessoas de encontro, com entranhas e ternura, com promessas
e esperanças, com presença e paciência, com missão e envio.
Fazei irmãos.
Fazei meus discípulos;
dai-lhes tudo o que vos dei e senti-vos irmãos.

(Ulibarri Fl.)

http://escolaprof.wordpress.com

14.10.11

Dia do Mestre em 2011 - Homenagem...


Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.
D. Pedro II

É porque o Céu está tão distante que nossa alma sofre com saudade do Infinito.
Mas é por estar tão alto e afastado que pode caber na exigüidade de olhos acostumados a contemplá-lo.
Professor Hermógenes

Professor – O INSUBSTITUÍVEL

Mesmo que a máquina venha substituir o professor no amanhã, esta não será capaz de germinar idéias e sugestões.
Erasmo Shallkytton

"O magistério, por si só, é uma profissão altruísta. Professor é aquele que, todos os dias, quando vai ao trabalho pensa:
O que posso fazer para propiciar ao meu aluno a possibilidade de um futuro melhor?"
Prof. Nilo Jeronimo Vieira

Uns são homens;
Alguns são professores;
Poucos são mestres.
Aos primeiros, escuta-se;
Aos segundos, respeita-se;
Aos últimos, segue-se.
Se hoje enxergo longe, é porque fui colocado em ombros de gigantes!
Desconhecido

O professor e os alunos são como o ar que respiramos, sem eles não haverá desdobramento da sabedoria.
Erasmo Shallkytton
  
Quem sou eu? Posso apenas afirmar, que sou meu melhor professor, e meu pior aluno.
Henrique Flausino Perine

 Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos.
Albert Einstein


Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.
Paulo Freire

Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.
Paulo Freire

A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.
Paulo Freire

Não há vida sem correção, sem retificação.
Paulo Freire

A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.
John Dewey

A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.
Aristóteles

 Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
“Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”
( Shakespeare )


"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere
na busca, não aprendo nem ensino".
 ( Paulo Freire )



"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra".
 ( Anísio Teixeira )


" O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio.
E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."
( Rubem Alves )


Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.
 ( Clarice Lispector )


"O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver.
Porque sonho não morre.”
 ( Adélia Prado )


Saber Viver
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar...
(Cora Coralina)

  



A vida verdadeira

Pois aqui está a minha vida.
Pronta para ser usada.

Vida que não se guarda
nem se esquiva, assustada.
Vida sempre a serviço
da vida.
Para servir ao que vale
a pena e o preço do amor.

Ainda que o gesto me doa,
não encolho a mão: avanço
levando um ramo de sol.
Mesmo enrolado de pó,
dentro da noite mais fria,
a vida que vai comigo
é fogo:
está sempre acesa.

Vem da terra dos barrancos
o jeito doce e violento
da minha vida: esse gosto
da água negra transparente.

A vida vai no meu peito,
mas é quem vai me levando:
tição ardente velando,
girassol na escuridão.

Carrego um grito que cresce
Cada vez mais na minha garganta,
cravando seu cravo triste
na verdade do meu canto.

Canto molhado e barrento
de menino do Amazonas
que viu a vida crescer
nos centros da terra firme.
Que sabe a vinda da chuva
pelo estremecer dos verdes
e sabe ler os recados
que chegam na asa do vento.
Mas sabe também o tempo
da febre e o gosto da fome.

Nas águas da minha infância
perdi o medo entre os rebojos
Por isso avanço cantando.

Estou no meio do rio,
estou no meio da praça.
Piso firme no meu chão,
sei que estou no meu lugar
como a panela no fogo
e a estrela na escuridão.

O que passou não conta?. indagarão
as bocas desprovidas.

Não deixa de valer nunca.
O que passou ensina
com sua garra e seu mel.

Por isso é que agora vou assim
no meu caminho. Publicamente andando.

Não, não tenho caminho novo.
O que tenho de novo
é o jeito de caminhar.
Aprendi
(o caminho me ensinou)
a caminhar cantando
como convém a mim
e aos que vão comigo.
Pois já não vou mais sozinho.

Aqui tenho a minha vida:
feita à imagem do menino
que continua varando
os campos gerais
o que reparte o seu canto
como o seu avô
repartia o cacau
e fazia da colheita
uma ilha de bom socorro.

Feita à imagem do menino
mas à semelhança do homem:
com tudo que ele tem de primavera
de valente esperança e rebeldia.

Vida, casa encantada,
onde eu moro e mora em mim,
te quero assim verdadeira
cheirando a manga e jasmim.
Que me sejas deslumbrada
como ternura de moça
rolando sobre o capim.

Vida, toalha limpa,
vida posta na mesa
vida brasa vigilante,
vida pedra e espuma,
alçapão de amapolas,
o sol dentro do mar,
estrume e rosa do amor:
a vida.
Mas é preciso merecer a vida.

Amadeu Thiago de Mello


O exercício da Docência com dignidade confere ao Professor a indubitável certeza de contribuir na construção e transformação constante do aluno
enquanto sujeito crítico, social e humano.
Professor;
de hoje e sempre, daqui e dali, da sala de aula e de casa,
da vida e do mundo...
Parabéns hoje e em todos os dias;
Hoje pela homenagem da data
e em todos os dias pelo contínuo exercício dignificante da Docência.

Marcelo Mesquita
Pedagogo/Gestor

25.9.11

O recado do menino de lá... quando cá esteve. Ricardo Camelo_Filósofo & Educador

clique na imagem para ler...

O RECADO DO MENINO DE LÁ

Também, como naquele conto, foi de “incerta feita o evento”. Numa loquaz manhã de outono saímos pelo sertão em busca de respostas às nossas indagações. Fomos em bando como o antigo costume que aprendêramos naqueles bancos onde, por horas, ouvíramos senhoras e senhores sisudos e austeros nos dizendo sobre o sentido da vida e seus percalços, o que eram as coisas e seus cheiros e temperos, suas cores e até do calor emanado dos motores que impulsionavam as maquinarias. Então em comum devotamos palavras religiosas e seguimos um curso que atravessou boa parte da cidade e nos fez desembocar junto a buritis e riachos que teimavam em formar pequenas lagoas despretensiosas, todas elas formando o número cabalístico e sensacional. Creio não ter atravessado nenhum rio, mesmo baldado que fosse, além de um breve córrego corrompido por uma ponte esconsa em suas intenções. Não sei se o ribeirão que cruzamos trazia em si aquilo que lhe dá nome ou que lhe subjaz, que lhe sustenta - pobre do mar, espécie de lagoa grande, que será teu anfitrião. A lógica da natureza ficou perdida com os primeiros pensadores gregos e seus enigmas obscuros e contraditórios, posto que o gênero humano ocupou seu lugar tornando caudatária suas exigências. Mas eis que à frente, virando à esquerda em determinado sítio, embrenhamos noutros morros e vegetações. Surgiram algumas florações outras, que nossas retinas pouco conheciam. Durante algum tempo instigados pela altura do sol vislumbramos pastagens e arredores do país dos bovinos que mugiam frases incompreensíveis e ruminadas - Talvez algum de nós os compreendia, mas guardou para si esse segredo. Adentramos o vilarejo, de lá fomos conduzidos a outro lugar que não trago na memória o percurso exato, chegamos então a uma espécie rara de formação geológica.
A terra naquele ponto fazia surgir uma cavidade úmida e agonizante que nos convidava a adentrá-la. Tomados pelo espanto fomos conduzidos ao seu âmago. Contados, respeitando o velho instrumento que nos transformava em números para a posteridade, fomos desbravando aquele não-lugar que ora fazia suas pedras soarem como sinos das capelas convidando às missas, ora transformava cidades possíveis de serem vistas ao longe e pelo anteparo do reflexo nas águas psicodélicas. Noutra vez surgiu uma cavidade como sumidouro do mundo, que nos resguardava. E noutros andávamos sobre uma camada inexplicável e oca. Seres imaginários pululavam das paredes e dos contrastes luminosos e sombreados emitidos pela luz obsoleta e intrometida. Paredes brilhantes faziam jorrar miríades naquele universo silente. Cortinas barrocas, inebriantes despendiam de abóbodas líquidas e cristalizadas. Brinquedos povoaram lúgubres imaginações. Elefantes. Pássaros. Morcegos. Deuses. Tudo aquilo que cabe nos subterrâneos da psiché. O nada e a nossa condição. Santuário profanado, saímos sem reverências. Diversos. Fora da caverna, tomados por outra realidade fomos alimentar o corpo. Fartados e nutridos, tal e qual tropeiros, partimos para outra aventura, esta, agora, comandada por meninas e meninos que diziam coisas mágicas tiradas do mundo ao nosso derredor. Encantados pelas fábulas criou-se em nós uma espécie de pirlimpsiquice, que nos fez andar em carros de boi, deitar nas camas do passado, ouvir as maitacas sinalizando bons augúrios e saber das veredas da vida e os sertanejos errantes que somos; que buscam e exercitam a poesia e a loucura e as contradições e acertos num mar de palavras e astúcias, que comandam um mundo que exigem um deus armado para enfrentá-lo. Fotos. Livros. Roupas. Cozinha. Panelas. Objetos inanimados giravam e nos dispensavam. Assim, absortos, atravessamos a rua em busca de uma estação e seus segredos. Cheganças e saídas. O carro de ferro levando mãe e filha de Sorôco. Lá instauraram-se novas indagações, calando outras ansiedades. Buscando um sentido seguimos pelos trilhos e deparamos espantados com animais gigantes brincando com crianças numa praça escondida por uma bruma que aquela tarde soube criar. Fizemos também nossa alegria sobrepujar cercados e cercanias e homo ludens vivenciamos aquele momento. E então já nos chamava o ônibus. Adentramos. Acomodamos. Por fim fizemos lá nossa última oração, na igrejinha do fim da rua. Também Apolo ia com sua carruagem quando partimos. Numa espécie de transe em trânsito dormimos e acordamos na mesma cidade da qual partimos na manhã. E como sabemos que “no mais, mesmo, da mesmice, sempre vem a novidade” fomos recebidos por um bailado entre Vênus e a Lua nos campos da abóboda celeste, no entardecer famigerado da urbe.
Foi assim o recado do menino de lá quando cá esteve.

RICARDO JOSÉ CAMELO DA SILVA (FILÓSOFO)